quarta-feira, 22 de março de 2017

ENTREVISTA A DORA GUTERRES!

Poderia ser filha do Secretário Geral da ONU, mas não é! A minha entrevistada de hoje é a minha amiga Dora Guterres, que desde o primeiro dia esteve comigo nesta caminhada do ambiente. Estudamos juntas! Rimos juntas! Choramos juntas! Brincamos juntas! Tivemos desavenças juntas! Terminamos o curso juntas! Enfim! Tanta coisa em conjunto que as adversidades da vida não podiam separar.
Logo no primeiro semestre do curso percebemos que tínhamos mais em comum do que aquilo que poderíamos pensar. Tanta coisa vivemos juntas que é impossível dissociar algumas vivências de estudante sem ter que «a meter ao barulho»:).
As nossas fugas das praxes, o supermercado perto de minha casa, as discussões com a velha, o grupo das p’s, o meu primeiro chumbo a história da evolução do território, as chamadas para o atendimento telefónico da TMN às tantas da noite, os comprimidos para dormir quando estávamos em exames, os risinhos na sala de aula, as dormidas em casa uma da outra, a minha admiração pela tua história de vida, a minha primeira vez,  o nosso karaoke no bar da aldeia a imitar Rita Guerra (só sabíamos essa música), as nossas trocas de roupa, a nossa emancipação para arranjar estágio antes do tempo, as nossas idas ao Big Bob’s, a nossa pressa que chegasse a sexta feira para irmos de fim de semana, os nossos traumas com o professor de matemática, e tanta, mas tanta coisa que temos para contar! Por agora já chega :).
A Dora é uma pessoa, muito mais feliz desde que foi mãe e como já o foi duas vezes, é feliz a dobrar. É apaixonada pela vida, pelo Mundo, pelos filhos e pelo marido, o Filipe :).Traz na pele a vontade de mudar o Mundo, mas nessa impossibilidade…a vontade de mudar o Ambiente que a rodeia.
É viciada em canetas, adora ler, é mais feliz com os dias de Sol e com música, é resiliente, ambiciosa, adora criar, adora pintar, é impulsiva, adora mover-se por causas…sonha escrever um livro…, adora trabalhar e lutar por um Mundo melhor!
Por isso mesmo, e sem mais demoras, aqui segue a entrevista:
Se tivesses que ter uma profissão relacionada com o ambiente, o que gostarias de ser?
Gostaria de ser algo que me permitisse mudar…mudar o Mundo e torná-lo muito melhor! Gostaria de chegar às pessoas, poder resolver problemas, criar soluções , transformar vidas e criar impacto. Acredito num Mundo Melhor, acredito na transformação e nas oportunidades, acredito nas pessoas, acredito em gente boa e com vontade de trabalhar.
Não havendo qualquer impedimento financeiro ou de outra ordem, o que mudavas no ambiente atualmente?
Faria-me rodear da melhor equipa, estabeleceria uma análise mais detalhada da situação atual, iria conhecer outras realidades e bons exemplos ambientais, estabeleceria objetivos, avaliaria a situação e toda a sua envolvente, assim como possibilidades, crenças, oportunidades e aí estabeleceria um foco em direção à inovação e ao desenvolvimento.
Achas que devemos incentivar quem separa os seus resíduos devidamente, ou penalizar quem não o faz?
Acho que devemos sim, mudar mentalidades, e isto significa atuar… a Sensibilização Ambiental pretende atingir uma predisposição da população para uma mudança de atitudes, algo que só se pode verificar se a população for educada, ou seja, se depois de sensibilizada lhe forem apresentados os meios que a conduzam a uma atitude mais correta para com o Ambiente. Acredito que, se as pessoas interiorizarem as consequências dos seus atos, vão ser com toda a certeza agentes ativos. Se a sociedade perceber qual a importância de pequenos gestos diários e como isso se pode refletir no futuro Ambiental, conseguimos assim criar hábitos deixando de ser imposições, e aí caminharemos para um Ambiente Sustentável. O Ambiente é Nosso, é Vosso é de Todos! À cerca de 13 anos que transmito esta frase aos adultos do futuro, mensagem que na qual acredito e passo a passo será o horizonte! Temos a obrigação nata de ser corretos com o Ambiente e olhar para os Recursos Naturais como bens preciosos.
Já te deparaste com alguma situação caricata em que te apeteceu discutir/chamar a atenção de algum prevaricador ambiental.
Já claro! Mais que uma vez! E Impulsiva que sou a vontade é chamar atenção da pessoa e perguntar se em casa dela também faz assim.
Todos já nos deparamos com situações destas, mas a uns chama-nos mais atenção, ou dói-nos mais que a outros!
Que conselhos darias para que este blogue se tornasse uma referência nacional em termos ambientais?
Aqui está um bom exemplo para intervir na mudança de atitude!
É um Blog fluente, acessível, objetivo, inovador, é um verdadeiro canal informativo, focando a constante aprendizagem no que respeita à Gestão Ambiental. E não esperaria outra coisa vindo de quem vem, Elsa Rocha…acompanhei-o desde o primeiro dia! Parabéns pelo excelente trabalho e pelo teu contributo para com o Ambiente. Acredito que terá grandes resultados.
Sem qualquer consequência para ti, o que dirias/farias a uma pessoa que fosse a conduzir mesmo à tua frente e deitasse pela janela uma embalagem de iogurte?
Já me aconteceu algumas vezes…
Odeio quando vou na estrada e vejo o carro da frente a deitar lixo pela janela, fico doida e começo logo a falar alto e a perguntar se em casa faz assim, já dei comigo a buzinar e depois a pessoa ficar a olhar com ar de espanto e cara de admiração e com certeza a pensar: “ O que quer esta doida?”.
Abdicarias do teu banho diário, se para isso poupasses 10 euros por semana?
Prezo muito esse momento do dia, por isso a resposta é não! Costumo ser rápida, mas tento compensar o Ambiente com outras atitudes, por exemplo no meu trabalho dentro das instalações não circulo de carro, faço-o ou a pé ou de bicicleta.
Elenca dois ou três hábitos diários que tens e que não vão de encontro a um desenvolvimento sustentável?
Posso dizer que os meus hábitos diários contribuem para o Desenvolvimento Sustentável, respeito a natureza, sou agente ativo de reciclagem, pois faço a separação de resíduos e incentivo toda a gente em meu redor para o fazer, faço compostagem caseira. Tenho dois filhos (9 e 4 anos) e da educação que lhes incuto é parte integrante a separação de resíduos, a poupança de energia e água.
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