sábado, 4 de junho de 2016

Bispo emérito de Viana do Castelo, natural de Gondomil, alerta para necessidade de dar respostas aos idosos

O bispo emérito de Viana do Castelo disse à Agencia ECCLESIA que Portugal, “a curto prazo”, precisa de olhar com atenção para a terceira idade, “um grupo social de grandes carências”.
“Em Viana do Castelo tenho concelhos com mais de 60% de pessoas maiores de 65 anos”, comenta D. José Pedreira, em declarações publicadas hoje na mais recente edição do Semanário ECCLESIA, dedicado à diocese do Alto Minho.
O antigo responsável pela Igreja Católica em Viana do Castelo (1997-2010) alarga a análise e considera que Portugal a curto prazo, nos “próximos 20 anos”, vai ter “problemas muito sérios” com o envelhecimento da população, essencialmente por causa da quebra da natalidade.
D. José Pedreira destacou que uma forma de “aliviar a solidão” dos idosos é criar junto dos lares espaços de crianças, porque a terceira idade que está institucionalizada “hoje tem muito pouco contacto” com os netos.
Outro problema que o entrevistado identifica é a falta de “estruturas estatais, da sociedade civil”, que sejam capazes de “responder às carências que vão surgir”, porque com menor natalidade a população diminui e também “o número dos disponíveis para o trabalho”.
“É necessário ir buscar uma parcela grande para cuidar da terceira idade que, daqui a pouco tempo, passa a ser a parcela social mais alta. Estamos em 30% e daqui a 10 anos são 40% ou mais”, alerta o prelado, sobre “um problema muito sério”.
Natural de Gondomil, em Valença, o bispo emérito de Viana do Castelo considera que essa Igreja e a sua população sofre as consequências de viver “muito longe de Lisboa”.
Na casa sacerdotal da diocese, o prelado vive “mais tranquilo”, sem “a preocupação das horas, do ritmo, e serve a comunidade “sempre” que lhe pedem.
in Agência Eclesia